Tenho saudades do repertório executado nessa época de licenciando em Música (UFRJ): alto nível. Uma linda apresentação e um bom público no teatro da UFRJ, no Passeio (Lapa-RJ). Pena não conseguir aliar esse nível de repertório e ganhar dinheiro no Brasil (e digo isso para músicos famosos).
O Plágio
- O que é?
- Simples, cópia.
- Cópia, como assim? Então é pirataria?
- É… Tudo mais ou menos a mesma coisa…
Plágio e pirataria são coisas distintas. Plágio musical é a colocação de um trecho de outra música (normalmente famosa) na sua música e ao final, dizer, “pô, fui eu quem compôs, ae, sou foda“. Já pirataria é a cópia descarada de tudo ipsis litteris e, por vezes, vendendo, como se fosse original. Neste post vou falar de plágios. Ouça um trecho de uma composição gravada (por mim):
Confesso que plagiei o Tchu, Tcha, Tcha do João Lucas e Marcelo…- tsc, tsc, tsc - o que a necessidade de $$ não faz, hein?
Tudo bem, eu não consegui ganhar dinheiro com essa música mesmo. Mas o aconteceu comigo há um mês foi muito pior. Desesperado e em depressão, clamando por reconhecimento, eu entrei pra competir num Masterclass de verão em piano com a seguinte composição, ouça um trecho dela:
Pô, pensei, tenho que parar de ser tão turrão com a vida musical e dar o braço a torcer que uma música que tem 20 milhões de views no youtube tem o seu valor, porque as minhas não passam de 100 mil (e isso somando tudo). Por isso, plagiei “Balada Boa”, do Gusttavo Lima, “levando-a para o clássico”, com interesses notariamente “escusos” (como os de Neymar cobrando jabá para fazer propaganda de músicos desconhecidos quando faz gol tornando-os “famosos” do dia pra noite).
Mas também não deu certo. Voltei com uma mão na frente, outra atrás. Fiquei mais chateado mesmo foi o motivo pelo qual os julgadores do Masterclass me desclassificaram: afirmaram que a minha música era um plágio de outra amplamente aceita e internacionalmente conhecida, :(.
…
…Esse mundo pós-moderno está me matando. Dinheiro nenhum paga isso. Ou paga? É, acho que paga, sim.
Moral da história: quem não faz sucesso, conta história.
Abraços (risos).
Divulgação: N/A
Este é um lindo trabalho prestado. Basicamente são os mesmos princípios do AA. Muitas pessoas não conhecem, mas fica aqui o registro e o vídeo informativo. Estou terminando de escrever um post (grande) sobre o mundo pós-moderno, que em muito favoreceu o crescimento de vários “desvios” da personalidade. Prejudicando, ou se sentindo prejudicado, estamos todos no mesmo barco (o da vida). Portanto, o melhor caminho é: a HARMONIA.
Hino do Vasco para piano.
Levei apenas algumas horas para transcrever e tocar o hino do time do meu coração: Vasco. Que me perdoem aqueles que torcem para outros times… :) Pelo menos olhem pelo lado musical… Ah, nada do que eu falar aqui vai “resolver” :P .
Abraços!
Aperte alguns botões (simplesmente).
Glória para uns, desespero para outros (como eu), estamos na merda com as novas produções, salvando uma meia dúzia de gatos pingados. Os Top 50 hits mais tocados não me deixam mentir: http://www.top10-top20-top50.com/top_50_songs/3 (exceção Whitney Houston que morreu e só está nas paradas por isso), o que aqui foi feito com algum instrumento acústico (ou pelo menos com som de)?
É isso, fim dos tempos. Veio o computador, os programas, a facilidade, os samplers, até aí, tudo bem. Toca-se agora em teclado de computador mesmo, até aí, tudo bem. Os cantores não cantam, somente “falam” e tudo vira “canto” sabendo mexer no autotune, até aí, tudo bem. Agora, sucesso? Top hit? O povo gostar, comprar, se rasgar, ir a show?… E muitas vezes ninguém tocou, nem cantou, NADA?
As músicas são mixadas sem dinâmica, absolutamente comprimidas em 0db quase que 100% do tempo de execução e para tocar em rádio não pode passar de 2 minutos e meio e em programas de TV (estilo Fausto Silva), não passa de 1 minuto cada música: vira versão pocket o que os cantores apresentam. Praticamente só o refrão. Pode reparar, dá 1 minuto, 1 minuto e pouco o Fausto entra cortando “EEEEEEEEEEEEEEEEEEEiiiiiiitaaaaaaaaaaaa”. E vai “peitar” pra ver o que acontece? Nunca mais você se apresenta lá.
Solos? Intros? Letras elaboradas? Pra quê? Tempo é dinheiro. A introdução de “Burguesinha”, do Seu Jorge, por exemplo, é muito grande. Então, pra tocar na rádio tem que cortar (e é cortada).
É… Se você não sabia disso, agora sabe, comece a reparar.
…
Eu não tenho fama que dependa “deles”, então, não preciso “fazer política” e não estou disposto a ceder a isso. A arte e o bom senso vem e virá sempre em primeiro lugar para mim.
Fiquem na paz.
Apenas não curto as redes sociais.
Olá todos,
Este texto não é nada pessoal. Isso é apenas a minha crônica.
Eu bebo, fumo, cheiro, transo sem camisinha, dou até a bunda, mas, definitivamente, não curto as redes sociais. Por isso criei e mantenho há 2 anos este site. Mas o que me dá mais alergia são as pessoas quererem que eu entre (na verdade, volte) pro orkut, facebook, twitter e afins. Claro, o que é evertonchierici.com? “Lá, sim, é legal. E TODO MUNDO TEM, pô?”
…NÃO! Eu não gosto de orkut, facebook, my space, nem twitter. Se você gosta, ok, eu te respeito, agora, respeite a mim! :)! E antes que falem que sou anti-social, o motivo é simples: eu não tenho tempo nem pra cuspir, como vou gerenciar todas estas redes sociais? Vou criar para depois deixá-las lá, abandonadas, como tantos fazem? … E só mantenho o youtube pela visibilidade de um trabalho em vídeo, senão, também não teria.
Simples assim.
Bons tempos em que as pessoas se encontravam nos bares sem marcar, ou ía direto na casa dos amigos e “na hora” combinavam de sair, ou no máximo ligavam entre si para telefones (fixos) e quem não tinha dava o recado pro outro. No dia do seu aniversário todo mundo ía pra sua casa, comprava bolo, salgado, uns “gelobols” e fazíamos uma festa. TUDO NO REAL, isso é social!! Não se conhecia alguém sofrendo de depressão, ansiedade, toc etc – só os realmente “malucos”, porque tomavam “tarja preta, aê” (a gente falava baixinho)…
E aqui, uma reflexão: que me perdoem os malucos (eu), os gordos (dependendo do ângulo, eu), os carecas (eu), os pretos (para a white power, eu), os que usam óculos (eu), as bichas (eu não, porra), os pernetas, manetas e os evangélicos fanáticos com a Bíblia cheirando a suvaco, mas o mundo era mais feliz (ou menos triste) quando tudo era politicamente incorreto. Hoje ninguém fala nada (nem pode), só pensa.
Tudo virou facebook, email, torpedo e o mais tosco: scrap. O cara preguiçoso, egoísta, de casa liga o micro e manda um scrap dizendo “meus parabéns” e que se foda.
…Não me odeie porque eu não tenho nenhuma rede social, porque eu não te odeio porque você tem, :)! E quando for me chamar pra uma festa, me ligue, ou no máximo me mande um email, e, se eu gostar de você, estarei lá.
Abraços a todos.
Metrônomo – com ou sem?
Quer discutir? Desarmonizar um ambiente de música? Pergunte se a execução ou gravação é COM metrônomo. Ou, se todo mundo estiver fazendo com, se não dava pra fazer SEM. Isso me faz lembrar da famosa arte de perguntar se dá pra fazer sem camisinha depois de um mês de namoro…
A maior parte das colocações sobre fazer sem metrônomo vem da inabilidade de alguns músicos em conseguir tocar de forma “reta e contínua”, no tempo, sem perder o groove ou feeling e isso é perfeitamente possível. Portato, se justifica o uso do metrônomo nas músicas populares em quase sua totalidade. Nem por isso quero dizer que temos de aceitar “músicos japonêses” (matematicamente perfeitos, mas sem sentimento).
Entretanto, na música clássica é quase impossível sustentar o uso do metrônomo. É que, nesse caso, é um entrave para a interpretação e a música soa mecânica com ele. Muito importante aqui, é a figura do maestro. Tempo (e todo o resto) vem dele e sobre sua batuta todos “se harmonizam”.
Mas isso tudo é regra? Não. Cada caso é um caso. Pelo jeito a briga vai continuar. Mas que não invoquem o uso (ou não uso) do metrônomo para tocar fora de tempo ou o famoso caso do “começou num andamento e terminou em outro”. :)
Abraços.
Sobre a MPB
Oi,
Vocês sabem que para cantar nos programas de TV não precisa ser bom? Sabe, já vi muita coisa errada nessa vida, mas sem dúvida talvez este blog seja um dos poucos espaços onde realmente eu possa ser eu mesmo, sem necessitar fazer política.
Aliás, sobre política: ouçam Política – por Everton Chierici. Bem feliz fui em ter gravado essa música e ter mandado para o Roger do Ultraje a Rigor. Queria que ele me passasse a conta corrente dele e quanto $$$ eu teria de depositar para a obra dele ser tocada, gravada e executada no meu site. Mas foda foi ele ter me respondido no mesmo dia.
Não poderia ficar sem citar “Ficou muito bom, Everton! Engraçado que até a voz parece um pouco. A gravação do ‘grampo’ no fim também foi uma sacada legal. Pode colocar, não vou cobrar nada, fico contente que vc tenha feito a versão. Abraço!” Roger www.ultraje.com http://ultrajearigor2.ning.com
Sem dúvida, o Roger deixou de ser um músico para ser um ídolo pra mim. Realmente a sua simplicidade (que já me cativava bastante) me deixou ainda mais fã da sua irreverência e de sua veia cômica embutida em cada música.Voltando ao ponto: tocar em TV’s e rádios faz parte de um complô, vulgo panelinha entre gravadoras, diretores, artistas e empresários. Todos ganham nessa (outros perdem). Afinal, você nunca se perguntou porque o Leonardo todo ano se apresenta no Faustão lançando um novo CD? Ou Zezé di Camargo?
Bem, deixo claro que respeito os gostos de todos e até mesmo estes artistas citados (lá vai eu, fazendo política…rs). Mas no fundo, felizes são eles que têm ou tiveram chance de uma forma (plantando tomate) ou de outra (plantando mandioca), ou ainda outros que pagaram diretamente do seu bolso (o chamado jabá), para estarem lá por apenas alguns poucos minutos cantando e mostrando sua música, normalmente muito ruim, com o merchandising de que já é “sucesso nacional”.
Um pouco da minha história
Oi,
Iniciei na música com seis anos de idade tocando violão, guitarra e logo depois piano clássico aos nove. Estudei no CBM (Conservatório Brasileiro de Música) do Rio de Janeiro entre os anos de 1986 a 1995 (com os mais variados professores). No intervalo de 1992 a 1996 estudei canto clássico na UPPE, em Niterói, com Carlos Gomes. Fui sempre um menino simples que procurou na educação familiar respeitar a todos indistintamente e também a ser respeitado, nunca pela opressão, mas pelo carinho. Um dos grandes marcos na minha história foi poder ter estudado com Carlos Gomes. Ele me fez cantar em francês, italiano, espanhol e inglês quando tinha apenas 13 (treze) anos.
É uma pena que as necessidades da vida façam com que abandonemos por vezes nosso caminho original. Mas tendo esperança e dedicação podemos fazer a volta nas dificuldades e chegar onde queremos, ao invés de ultrapassá-las, furá-las.
Músico de noite e cantor em casas noturnas no Rio de Janeiro por mais de 17 anos, arranjador e produtor busco um espaço na Mídia como tantos outros artistas desse grande Brasil. Hoje tenho meu próprio estúdio.
Abraços.
Um livro, um escritor, um profeta, uma eternidade
Olá a todos,
Sobre generalidades também vive o ser-humano. Ainda mais quando estas generalidades engrandecem o espírito. Hoje vou escrever sobre o livro que estou terminando de ler e que indico fortemente. Muitos, entretanto, não entenderão sua leitura. E quem o quiser, precisará se desfazer da capa da moralidade social calhorda, capitalista e religiosa reinante.
Dificilmente indico leituras, sobretudo as que mexem com religiões. Mas essa não poderia deixar de indicar, bem como de postar sobre. Ernest Renan (autor do livro) é um homem que já se foi há muito – procure no Wikipédia – mas sua obra, não. Um tipo moderno, à frente do seu tempo e extremamente pragmático. Interpreta com maestria a sua visão sobre o mestre, baseado nos evangelhos do novo testamento e em vários outros documentos históricos como o talmude.
De que mestre falo? Jesus. Mas não o “Jesus” que parece Deus; ou que é, que se senta à direita de Deus pai. Nem desse “Jesus” que está no céu, muitos menos do que ressuscitou. Também não é do “Jesus” que só fez milagres (como se fosse pouco) e que morreu na cruz “para nos salvar”. Bem como do “Jesus” que nasceu exatamente em 25 de dezembro, em Belém, numa manjedoura e que foi agraciado por 3 reis magos com presentes. Tampouco do “Jesus”, filho de Maria, que o concebeu virgem fecunda pelo espírito santo.
…
Erra aquele que pensa que este livro se desfaz do mestre ou conta absurdos mundanos para “vender”. Na verdade, não se desfaz de ninguém, nem de seus coadjuvantes. Todos somos livres para acreditarmos no que quisermos e a fé é necessária à vida de todos nós. Mas este livro traz a essência, o que em verdade temos de concreto sobre Jesus em sua passagem pela Terra. E o mais importante: o que ele queria que fôssemos, o que queria que apreendêssemos em essência.
É uma pena, mestre, não aprendemos nada (ou quase nada) em 2012 anos após sua longa e penosa morte. Mudamos quase tudo que nos foi dito e demonstrado, e distanciamos muito daquilo que não as escrituras mas que somente sua PALAVRA E SEUS ATOS mostravam. Ninguém tem a fórmula do sucesso. O alento é que sua dor não foi em vão e até hoje para eternidade será lembrada, e todos, uns mais, outros menos, o conhecem.
O livro é “Vida de Jesus” de Ernest Renan (francês), editora Martin Claret, com mais ou menos 500 páginas, este é traduzido para o português. Leiam e não se arrependerão. Se puder, trarei para download, mas não quero ter de acertar as contas com os direitos autorais.
Até breve, :).